Capitulo I
O casamento astral
Na vasta imensidão do cosmos existem numerosos conjuntos de astros que são chamados de galáxias, cada uma dessas galáxias possui a sua própria magnitude e o que é mais impressionante ainda é que elas são latentes e assim como vive um ser humano, pode ser que as galáxias também tenham sentimentos. Será?... Vamos ver isso!
Partindo então do pressuposto que uma galáxia pode ter sentimentos e que ela só existe em razão da agrupação dos astros que a compõem, podemos dizer que ela tem um corpo astral onde um planeta é parte significativa deste corpo vivo. Se acreditarmos numa concepção astral desta natureza e ainda basearmos o comportamento das galáxias em vidas humanas chegamos a seguinte conclusão: Quando uma parte do corpo humano é afetado por algum mal existem várias defesas naturais que buscam alternativas para sua recuperação...
Em uma tese imaginativa desta natureza o que nós podemos de fato considerar?
Bem acompanhe esta história e tire suas próprias conclusões...
Num tempo não definido havia no espaço um planeta que estava com os seus dias contados, ele fazia parte de um conjunto de astros e estrelas que iluminavam o céu para garantir a presença de incontáveis formas de vidas que habitavam aquela estrutura suspensa, este planeta era parte essencial de uma galáxia chamada magna, não muito distante dali havia milhares de outras galáxias, mas uma era especial porque ela estava bem próxima de magna e se chamava meros. Meros tinha basicamente a mesma formação astral que a magna e por esta razão elas ficavam se admirando mutuamente a distancia, a admiração ficou tão forte que virou atração, e movidas por esta atração é que elas começaram a. se aproximar uma da outra, e passaram então se comunicarem entre si; Começaram a namorar!
Em conversas amiúdes, Magna confessou que haviam em seu corpo um planeta ameaçado de perder as vidas que ali habitavam por pura ignorância, pois eles estavam consumindo os recursos naturais sem prever o caos que isso poderia causar. Magna sabia que o planeta ia se tornar estéril se nada fosse feito; a completa extinção das vidas naquele planeta era uma questão de tempo então ela falou:
- Meros! hoo! Meros; quão grande é sua amável compreensão em razão da minha preocupação, quem dera nossos assuntos tivessem apenas vocábulos de amor e não de dor, Como cultuar valores primários em mentes de usufrutuários que interrompem a sua própria existência. Como evitar esta decadência?
Meros por sua vez a confortava dizendo que isso não seria o seu fim:
-Nossos compostos estão firmados numa longa existência, os seus ocupantes é quem definham na sua vivência, por razões das suas emoções, eles cultuam valores que são vãos e esquecem-se dos próprios irmãos, suas sementes; deixarão de ser irrigada, sua descendência; será amofinada, sua prole perecerá, se acabará! Enquanto que tu magna que possuidora dos ventos, estará imponente no firmamento e livre deste sofrimento.
Porém as palavras de meros não eram suficientes para confortar o sentimento de perca que ela estava prestes a sofrer. O que ela queria mesmo era manter vivas as formas de vidas que permeavam a crosta do seu planetinha azul e mais uma vez ela clamou:
- Eles têm sede, tem fome, bebem e come, mas nunca medem o que consomem, colhem arvores para se abrigar e esquece-se de plantar, não presumem o que é causado no solo que está cansado, cometem estas gastanças por pura ignorância. Como julgar tal incoerência, se é para eles que vira a carência?... Quem poderá orientar a tantos que lá conjugam se eles próprios não se julgam.
Meros; entendia bem o que ela estava sentindo porque ele também já havia passado por uma experiência igual. No seu conjunto de astros houve também um planeta que adoeceu e os seus habitantes não se deram conta disso e o final das espécies do seu planetinha amarelo foi inevitável, isso aconteceu lentamente da mesma forma que estava acontecendo com o planeta de Magna por isso; ele estava disposto a ajudá-la para quem sabe encontrarem juntos uma solução que pudesse salvar o planeta doente. E assim... Movidos por estas razões tão sentimentais elas foram se aproximando... E se aproximaram cada vez mais até culminar num romance astral, onde uma completou a outra, é até estarem uma dentro da outra, numa junção perfeita, as duas galáxias se uniram de forma espetacular, esta união pode ser considerada como um cerimônia estelar ou casamento astral, apesar de que a ciência classifica este fenômeno como uma fusão de galáxias...
Fusão, casamento, romance ou fenômeno, o fato é que; as duas magníficas aglomerações de astros que estavam separadas no cosmos se juntaram na mais perfeita ordem, todos os luminares pertencentes a elas se enquadraram nos seus devidos lugares, porém; aconteceu algo inusitado: os dois planetas com problemas o amarelo e o azul; se aproximaram demasiadamente ao ponto de quase se chocarem, e assim acabaram ficando unidos por um eixo natural: O planta amarelo tinha uma profunda cratera ocasionada pela queda de um meteorito, enquanto que o azul possuía um relevo em forma de pico que se encaixou exatamente lá... Na imensa cratera, proposital ou não a queda do asteróide abriu um buraco no planeta amarelo que tinha a mesma dimensão do pico que estava no azul, e assim se deu a junção, e a partir de então; eles passaram a orbitar em uma rota oitavada girando em torno de dois sóis. O planeta azul que estava doente se encaixou no amarelo que já estava sem vidas em sua esfera e ficaram unidos formando um único mundo; um mundo siamês.
Os planetas depois de unidos passaram a viajar numa nova orbita onde possuía dois sois resultado da própria união das galáxias, os dois planetas giravam juntos para o mesmo lado em torno daqueles sois e trasladavam por longos setecentos e trinta dias numa rota oitavada que ia de um sol ao outro, eles passavam cento e oitenta e dois dias recebendo luzes solares em ambos os lados, neste período não havia noites separando os dias, em seguida mais cento e oitenta e três dias recebendo a luz apenas em um período da rotação, ai eles tinham noites e dias como todo planeta que gira em torno de algum sol. Se imaginarmos um sol como ponto A e o outro sol como ponto B podemos ter assim uma idéia de como era executado as suas viagens, eles saiam de um ponto X que poderia estar no meio dos dois sois e percorria o primeiro sol em trezentos e sessenta e cinco dias até retornar no mesmo ponto X, depois partiam novamente do ponto X para girar em torno do segundo sol até voltar no mesmo lugar: O ponto X, estas viagens formavam o que chamamos de oitavadas, os dois planetas unidos realizavam o ciclo da viagem passando metade do tempo todo iluminado, com estes cálculos em mente podemos ate imaginar que as vidas que existiam ali certamente deveria ter mudado bastante, porem... isso só ficaremos sabendo na continuação desta historia, ai poderemos nos interar também como é que os planetas se encaixaram um no outro com tanta precisão e qual foi a reação dos seres que ocupavam o planeta azul, uma vez que o planeta amarelo já estava completamente sem vida.
O que eu posso adiantar e que a junção dos dois planetas mudou drasticamente o cotidiano das espécies que habitavam o planeta azul, houve uma transformação tão radical que eles mudaram até os seus costumes, criaram normas de respeito a sua própria existência e passaram a viver de forma sustentável, estas atitudes não só salvou o planeta azul da completa extinção mas também povoou o planeta amarelo de forma organizada. E assim... Eles ganharam um mundo novo, um mundo siamês de seres organizados e felizes, Hoje o mundo unificado está lá na imensidão do universo e isso que parece ser o inicio de uma nova era feliz é na realidade o final da busca porá salvar o planeta azul, porque ele estava em vias de ficar desabitado e sem vida, exatamente como aconteceu com o amarelo que ficou completamente estéril. O amor das galáxias foi tão intenso que acabou trazendo a solução para evitar o pior. Mais como isso foi possível?... Esta é uma pergunta que será respondida na continuação da história, assim como saberemos também como tudo começou; o que levou o planeta azul a sofrer aquela ameaça, como o planeta amarelo sucumbiu e porque uma galáxia se apaixonou pela outra? Na verdade o amor entre as galáxias nada mais é que um paralelo de um romance que nasceu no planeta azul. Este amor foi tão forte que provocou uma cadeia de acontecimentos no universo inteiro.
Portanto não deixem de ler os próximos capítulos...